APOSTILA DE FORMAÇÃO PARA SEMINARISTAS
SEMINÁRIO DIOCESANO DE APARECIDA
Monsenhor Renan Arthur Viccenzo
Reitor deste Seminário
Aos que desta lerem, desejo de todo o coração o mais sincero amor da parte de Deus e de sua mãe Maria Santíssima.
Caro seminarista ou formador esta apostila serve para que você tenha facilidade de entender o básico de nossa Igreja, lhe ajudando a se tornar um cristão cada vez melhor e mais experiente. Espero que do fundo do coração, escolha sabiamente suas decisões e se por graça divina quereres tornar a adentrar ao Sacerdócio, serei eu o primeiro a lhe dar um grande abraço e comemorar esta conquista, afinal o que serei de mim sem ter alguém para ensinar e proporcionar bons momentos?
Que o Nosso Senhor Jesus Cristo, com a intercessão de Maria Nossa Mãe Santíssima te ilumine e fortaleça nesta caminhada, que o deus todo poderoso dessa sobre vós e sobre vós derrame a sua benção, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém.
INTRODUÇÃO
O presente documento visa organizar o Seminário Bom Jesus, para bem atender a demanda dos nossos seminaristas e professores, para a formação do clero permanente desta Sé em particular, de modo que organizamos os principais assuntos a serem ensinados e dispusemos aqui nesta apostila para que seja estudado, visível, transmissível e testável.
A formação dos novos clérigos desta Igreja é dada em quatro partes: Formação Carismática, Introdutória, Diaconal e Presbiteral.
A Formação Carismática é o nível inicial de formação onde os seminaristas receberão princípios fundamentais do carisma da Igreja e orientações particulares sobre o comportamento no seminário e com demais membros da igreja.
A Formação Introdutória preparará os seminaristas para atuarem dignamente nas celebrações litúrgicas, se encarregará dos ensinamentos de atuação como leitor, acólito e ao final do processo o seminarista também receberá o Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão.
A Formação Diaconal conduzirá os estudos do seminário para a formação dos futuros diáconos da igreja, bem como o ensino da doutrina e atuação na Santa Missa.
A Formação Sacerdotal visa o ensino da teologia sacramental e o ensino dos critérios finais para a realização da Santa Missa.
Tendo completado cada uma das etapas o seminarista se tornará candidato à próxima e passará por uma prova para testar sua potencialidade de prosseguir na formação (com exceção da Formação Carismática). Uma vez superada a terceira etapa será ordenado Diácono (transitório ou permanente) a serviço da diocese e seguirá para a quarta etapa que, quando superada, será ordenado Presbítero.
FORMAÇÃO CARISMÁTICA
Carisma: Como IGREJA nosso carisma é a promoção do Evangelho no espaço online do Minecraft, trabalhando sempre com o critério de Caridade para com todos os seres humanos; nós prezamos pela virtude do perdão e o bom entendimento com todas as pessoas, clérigos, leigos e até pessoas mais afastadas da Igreja. Promovemos a boa interação social, o ecumenismo, o objetivismo e a paz.
Boas Maneiras: Para manter o bom decoro na vida social e clerical, prezamos pela padronização da fala e dos bons hábitos, bom uso das palavras e bom comportamento. Procure não falar em "Negrito", não usar Caps Lock. Mantenha sempre o vocabulário limpo e livre do uso de palavras chulas e de baixo calão.
Serviço: A Igreja preza pelo ideal de serviço, de pôr-se à disposição do próximo. Os clérigos e seminaristas devem estar cientes de que não importam sua posição e função na Igreja, todos são servos de Deus e dos homens, seja leigo ou clérigo. Não admitimos a intensa busca pelo "carreirismo" eclesiástico, e lembramos sempre que o tempo de Deus não é o nosso tempo, portanto espere e faça por merecer e todos os nossos clérigos devem buscar a humildade e nunca aspirarem grandes cargos e grande visibilidade.
Respostas na Missa: É de suma importância que os seminaristas em processo formativo e também os clérigos conheçam as respostas das invocações durante a celebração litúrgica e respondam sempre. Isso promoverá um ambiente litúrgico mais rico e sem falhas ou constrangimentos, para tal é importante ter sempre em mãos a Liturgia Diária ou o Missal Romano (caso tenha).
HIERARQUIA DA IGREJA
O termo Hierarquia da Igreja Católica é usado para se referir aos membros da Igreja Católica que desempenham a função de governar na fé e guiar nas questões morais e de vida cristã os fiéis católicos. A Igreja Católica tem uma estrutura hierarquizada porque Cristo instituiu-a para "apascentar o povo de Deus em seu nome, e para isso lhe deu autoridade". A Igreja é formada por leigos e pelo clero, que é constituído por "ministros sagrados que receberam o sacramento da Ordem", podendo estes dois grupos terem como membros pessoas consagradas.
Existem tarefas, como por exemplo a celebração da Missa (nomeadamente a consagração da hóstia) e dos sacramentos (como o batismo por exemplo), que são exclusivos dos membros do clero (exceptuando os diáconos). Eles podem-se distinguir entre aqueles que compõem o clero regular e o clero secular.
O clero está disposto numa hierarquia ascendente, baseado nos 3 graus do Sacramento da Ordem (o Episcopado, o Presbiterado e o Diaconato), que vai desde do simples diácono, passando pelo presbítero, bispo, arcebispo, primaz, patriarca (em casos mais especiais) e cardeal, até chegar ao cargo supremo de Papa. O clero regular tem a sua própria hierarquia e títulos eclesiásticos, sendo ele pelo menos subordinado ao Papa.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_cat%C3%B3lica#Clero
Todos os ministros sagrados são homens, porque os doze Apóstolos são todos homens e Jesus, na sua forma humana, também é homem. Isto não quer dizer que o papel da mulher na Igreja seja menos importante, mas apenas diferente. Exceptuando em casos referentes aos diáconos e a padres ordenados pelas Igrejas orientais católicas e pelos ordinariátos pessoais (estruturas que albergam ex-anglicanos que se converteram ao catolicismo), todo o clero católico é obrigado a observar e cumprir o celibato. Nas Igrejas orientais, o celibato é apenas obrigatório para os bispos, que são escolhidos entre os sacerdotes celibatários.
A actividade e disciplina do clero são reguladas e supervisionadas pela Congregação para o Clero (no caso dos padres e dos diáconos) e pela Congregação para os Bispos (no caso do episcopado). O clero de rito oriental é também supervisionado pela Congregação para as Igrejas Orientais. A Igreja defende que todos os seus Bispos (que são coadjuvados pelos presbíteros e diáconos), devido ao sacramento da Ordem, são os sucessores dos Apóstolos, sendo o Papa o sucessor direto do Apóstolo Pedro. Daí a autoridade e primazia que o Papa goza.
Episcopado
O Episcopado católico é formado por prelados, que são os ministros sagrados que receberam a totalidade do sacramento da Ordem, sendo por isso considerados como os sucessores diretos dos doze Apóstolos. Excetuando o Papa, que possui jurisdição universal e suprema sobre toda a Igreja Católica, os prelados podem ter jurisdição ordinária ou não sobre as suas respectivas circunscrições eclesiásticas.
Papa
Para os católicos, o Papa é o Sumo Pontífice e chefe da Igreja Católica, o Vigário de Cristo na Terra, o Bispo de Roma e o possuidor do Pastoreio de todos os cristãos, concedido por Jesus Cristo a São Pedro e, consequentemente, a todos os Papas. O Papa é aconselhado e eleito pelo Colégio dos Cardeais e, no governo da Igreja, é assistido pela Cúria Romana. Ele tem a sua sede (a cátedra de Pedro) em Roma e é também periodicamente aconselhado pelo Sínodo dos Bispos.
Entre outras funções, o Papa tem a missão de manter a integridade e fidelidade do depósito da fé, corrigindo se for necessário qualquer interpretação errada da Revelação divina vigente na Igreja. Para tal, convoca concílios ecuménicos ou então exerce pessoalmente a Infalibilidade Papal, que é uma prerrogativa dada aos Papas pelo Concílio Vaticano I. Este direito só pode ser usado para questões de fé e costumes (moral). Na Igreja Latina e em algumas das Igrejas orientais, só o Papa pode designar os membros acima do nível de presbítero.
Todos os membros da hierarquia respondem perante a Santa Sé, que significa o conjunto do Papa e dos dicastérios da Cúria Romana. Toda esta autoridade papal (Jurisdição Universal) vem da fé de que ele é o sucessor direto do Apóstolo São Pedro.
É o Vigário de Cristo, o maior representante de Cristo na terra. Como chefe da Igreja Católica é reservado ao Papa o pronome de tratamento de Vossa Santidade. O Papa usa a batina completamente branca, o solidéu branco, faixa branca, meias brancas e cruz peitoral. É também o único clérigo que pode usar os sapatos vermelhos (múleos).
Cardeal
Os Cardeais, reunidos no Colégio dos Cardeais, são os conselheiros e os colaboradores mais íntimos do Papa, sendo na sua esmagadora maioria bispos. Aliás, o Papa é eleito, de forma vitalícia (a abdicação é rara) pelo Colégio dos Cardeais. Mas, no entanto, o Papa concedeu no passado a presbíteros destacados (por exemplo, a teólogos) lugares de membro do Colégio, após ultrapassarem a idade eleitoral, desde que eles se "distingam em fé, moral e piedade".
Muitos dos cardeais servem na Cúria Romana, que assiste o Papa na administração da Igreja. Todos os cardeais com menos de 80 anos têm o direito de votar para eleger um novo Papa depois da morte ou renúncia (que é rara) do seu predecessor. A cada cardeal é atribuída uma igreja ou capela em Roma para fazer dele membro do clero da cidade, daí nasceu a classificação de:
São os Príncipes da Igreja, a quem são reservados o dever de eleger o próximo pontífice. São Bispos que detém o título de Cardeal. Devem ser tratados por Vossa Eminência. Usam a batina preta com detalhes em vermelho, solidéu vermelho, faixa vermelha, meias vermelhas e cruz peitoral.
Arcebispo
Os Arcebispos são prelados que, na maioria dos casos, estão à frente das arquidioceses. Se a sua arquidiocese for a sede de uma província eclesiástica (o que pode não acontecer), eles, que tornar-se-iam em arcebispos metropolitas, normalmente têm também poderes de supervisão e jurisdição limitada sobre as dioceses (chamadas sufragâneas) que fazem parte da respectiva província eclesiástica.
O título de arcebispo metropolita é também dado a alguns líderes das Igrejas orientais sui iuris que, devido ao seu reduzido tamanho, não puderam ser elevados a Arquidioceses Maiores ou a Patriarcados. Existem também algumas Igrejas orientais sui iuris que, não conseguindo satisfazer determinadas condições, tiveram que contentar-se com o grau de Arquidiocese Maior. Para estas Igrejas, o seu governo é entregue a um Arcebispo Maior, que também é eleito pelo seu respectivo sínodo e depois confirmado pelo Papa. Estes Arcebispos maiores são honorificamente superiores do que os demais Arcebispos da Igreja Católica.
Além dos arcebispos metropolitas, existem ainda muitos outros títulos, como por exemplo o título de Arcebispo titular, que é dado a Arcebispos que não têm jurisdição ordinária sobre a sua arquidiocese; e também o de Arcebispo primaz, que é dado a Arcebispos das circunscrições eclesiásticas mais antigas ou representativas de alguns países ou regiões.
Bispo e outros títulos equivalentes
Os Bispos (Diocesano, Titular, Coadjutor, Auxiliar e Emérito) são os sucessores directos dos doze Apóstolos e, por isso, receberam o todo do sacramento da Ordem. Isto conferem-lhes, na maioria dos casos, jurisdição completa sobre os fiéis da sua diocese. Normalmente, só os bispos diocesanos (e os Eparcas, que é o título equivalente de Bispo nas Igrejas católicas orientais) é que gozam deste poder jurisdicional.
Além dos diferentes tipos de Bispos, existem também vários títulos e cargos que, por lei canónica, são equivalentes ao do Bispo diocesano:
Arcebispos e Bispos: São os sucessores dos apóstolos, ordenados ao Terceiro Grau da Ordem Sacerdotal, pastores das Arquidioceses e Dioceses do mundo. Podem ser metropolitanos, diocesanos, auxiliares ou coadjutores. São tratados pelo pronome
Vossa Excelência. Ao se falar diretamente com um bispo deve-se usar o prenome
Dom (do latim "dominus") antes de seu nome pessoal. Usam a batina preta com detalhes em vermelho, solidéu violáceo, faixa violácea, meias violáceas e cruz peitoral.
Presbiterato
Os Presbíteros (ou padres) são os colaboradores dos bispos e só têm um nível de jurisdição parcial sobre os fiéis. Isto porque eles não receberam ainda a totalidade do sacramento da Ordem. Alguns deles lideram as paróquias da sua diocese e têm vários títulos (uns honoríficos, outros nem por isso), como por exemplo:
Existem dois tipos de padres: religiosos e diocesanos. Os padres religiosos professam os votos religiosos de pobreza, castidade e obediência. Pertencem a uma Congregação Religiosa, como por exemplo os Franciscanos, Salesianos, Scalabrinianos. Vivem uma Regra de Vida própria, com um carisma e vivem em comunidade e são missionários. Já os padres diocesanos ficam ligado à diocese pela qual foi ordenado. É o colaborador do Bispo diocesano. Não professam os votos. Trabalham quase sempre em sua diocese.
Monsenhores: São Padres que detém o título de Monsenhor e é dado pelo Papa. Devem ser tratados por Vossa Reverendíssima. Usam a batina preta com detalhes em vermelho, faixa violácea e meias violáceas.
Cônegos: São Padres que detém o título de Cônego. São tratados pelo pronome Vossa Reverendíssima. Usam a batina preta com detalhes em vermelho, faixa vermelha, sobrepeliz branca, meias pretas e cruz peitoral(para celebrações)
Padres: São os membros ordenados com o Segundo Grau da Ordem Sacerdotal, responsável pelo sacramento da Eucaristia e da Penitência. São tratados com o pronome Vossa Reverendíssima. Usam a batina inteiramente preta, faixa preta e meias pretas.
Diaconato
Os Diáconos são os auxiliares dos bispos e possuem o primeiro grau do sacramento da Ordem. São ordenados para o serviço da caridade, da proclamação da Palavra de Deus e para tarefas específicas na liturgia. Existem diáconos temporários (Os celibatários que estão se preparando para o sacerdócio) e permanentes (Homens casados que estão a serviço da Igreja local) segundo rege o Código de Direito Canônico. O ministério do diácono caracteriza-se pelo exercício dos três munus próprios do ministério ordenado, segundo a perspectiva específica da diaconia.
Relativamente ao munus docendi, o diácono é chamado a proclamar a Escritura e a instruir e exortar o povo. Isso é expresso mediante a entrega do livro dos Evangelhos, previsto pelo mesmo rito da ordenação.
O munus santificandi do diácono exerce-se na oração, na administração solene do batismo, na conservação e distribuição da Eucaristia, na assistência e bênção do matrimônio, na presidência ao rito do funeral e da sepultura e na administração dos sacramentais. Faz-se aqui, uma observação importante: sacramentais não são Sacramentos. Sacramentais são bençãos e objetos utilizados nos sacramentos. São definições diferentes dentro da Igreja Católica. Isto mostra claramente que o ministério diaconal tem o seu ponto de partida e de chegada na Eucaristia e que não pode reduzir-se a um simples serviço social.
Finalmente, o munus regendi exerce-se na dedicação às obras de caridade e de assistência e na animação de comunidades ou setores da vida eclesial, dum modo especial no que toca à caridade cristã. É este o ministério mais típico do diácono.
Um casado pode tornar-se diácono permanente, mas um diácono solteiro (permanente ou temporário) não pode contrair matrimónio.
As características da ministerialidade nata do diaconado são, portanto, bem definidas, como se deduz da antiga praxe diaconal e das orientações conciliares (do primeiro ao último Concílio reconhecido pela Igreja).
Diáconos: São os membros ordenados com o Primeiro Grau da Ordem Sacerdotal, ordenados para o serviço e não para o sacerdócio, sendo responsáveis pela celebração dos sacramentos do Batismo e do Matrimônio. São tratados com o pronome
Vossa Reverendíssima. Usam a batina inteiramente preta, faixa preta e meias pretas.
Seminaristas: São os candidatos às ordens sacras, não possuem grau sacramental mas devem usar a batina durante o processo formativo. Não possuem pronome de tratamento. Usam a batina inteiramente preta.
ORGANIZAÇÃO ECLESIÁSTICA DA IGREJA
Para a melhor organização administrativa e pastoral a Igreja Católica Apostólica Romana possui uma estrutura feita com subdivisões, onde cada uma delas possui determinadas funções confiadas a um epíscopo (bispo) ou presbítero (padre) que exerce, em nome do Papa, a coordenação de todas as atividades. Resumidamente, percebemos as seguintes províncias eclesiásticas:
Como já foi dito, cada uma possui funções determinadas e um representante da Igreja exercendo o papel de liderança, tanto para a ação pastoral quanto para eventuais dificuldades relacionadas à Doutrina e a Administração. Em termos gerais podemos explicá-las da seguinte maneira:
ARQUIDIOCESE – É a província eclesiástica que abrange todas as dioceses de uma região. Quem a governa e a preside é o bispo mais importante: o Metropolita, que, a partir do ano de 1301, passa a se chamar Arcebispo (bispo que possui a missão de ser chefe espiritual e de jurisdição da Arquidiocese ou também chamada Metrópole). Podemos dizer que a Arquidiocese é a Diocese do Arcebispo. Cada arquidiocese possui uma “Catedral”, local onde se encontra a “cátedra” – cadeira – do Arcebispo. Na paramentação litúrgica, o arcebispo metropolita distingue-se pelo uso do pálio (Tem a forma de uma faixa circular que carrega sobre os ombros e da qual pendem ante o peito e nas costas duas atiras retangulares, tudo de lã branca, se destacando dela seis cruzes de seda negra ou vermelha).
DIOCESE – É a circuncisão eclesiástica dirigida pelo bispo. Ela é também chamada de Bispado. O Código do Direito Canônico, no nº 369, afirma que a diocese é a “porção do povo de Deus confiada a um bispo”. Lá existe a Cúria Diocesana, ou seja, o conjunto de organismos com os quais o bispo governa pastoralmente. Os bispos têm como investiduras o Anel (simbolizando seu casamento com a Igreja, sua Diocese) e o Báculo (lembra um “cajado” – simbolizando o pastor de sua Diocese). Os bispos são sucessores dos Apóstolos como pastores da Igreja, mensageiros do Evangelho de Cristo. Também são chamados de Sufragâneos.
VICARIATO – Dentro de cada diocese existem um ou mais Vicariatos. Os Vicariatos episcopais são um instrumento evangelizador mais descentralizado. Colaboram para o atendimento às exigências da ação evangelizadora em cada grande área geográfica ou ambiental, organizando melhor o trabalho e as relações pastorais. Já os Vicariatos territoriais, por sua vez, são divididos em áreas pastorais menores, designadas pelo Código de Direito Canônico como foranias, que agrupam algumas paróquias. O vigário episcopal (presbítero colaborador do bispo), nomeado pelo Arcebispo, que formará a Coordenação do Vicariato, com os representantes das foranias. Cada Vicariato enviará representantes para comporem a Coordenação Arquidiocesana de Pastoral. Os vigários episcopais cultivam uma estreita relação pastoral com o arcebispo, na medida em que colaboram com o governo pastoral da Arquidiocese. Eles multiplicam e difundem o próprio ministério do arcebispo.
FORANIA – É um grupo determinado de paróquias dentro de um Vicariato. Cada forania é confiada a um vigário forâneo (título dado pelo bispo a um grupo de padres dentro de um Vicariato). Essa união de diversas paróquias mais próximas territorialmente favorece o trabalho pastoral mediante uma ação em comum. Os padres forâneos são eleitos pelos representantes das paróquias (párocos e vigários) por 2 anos, que por sua vez, representam aquele território, ou seja, a forania junto ao conselho presbiteral.
PARÓQUIA – É uma comunidade dentro da Diocese entregue aos cuidados pastorais e administrativos de um presbítero que recebe o título de pároco. Antigamente eram chamada de “Freguesias”. Ele deve trabalhar em comunhão com a diocese, as lideranças pastorais e os demais fiéis batizados. Além do pároco, também vemos a atuação do vigário paroquial (sacerdote que o bispo diocesano nomeia para coadjuvar um pároco no exercício do seu ministério pastoral). Só os padres podem ser párocos, mas numa paróquia pode haver também um diácono que trabalha com o pároco e o vigário. Além das pessoas, uma paróquia tem sempre um território e uma igreja principal, chamada igreja paroquial. Pode ter outras igrejas menores, chamadas de ermidas ou capelas.
CAPELA – Antigamente chamadas de “ermidas”, é uma pequena comunidade numa região administrada por uma Paróquia. Além do Culto a Deus, podem-se realizar casamentos e os demais sacramentos, além das atividades sociais e pastorais.
PARAMENTOS PARA A MISSA
Para lidar com coisas santas e sagradas, são usados na celebração objetos, vestes e outros sinais que realçam e apontam a sacralidade daquilo que se celebra. As vestes, objetos e outros elementos não são "enfeites", mas cada um traz um significado que está de acordo com a dignidade do momento sagrado que se celebra. A variedade das vestes ou paramentos litúrgicos serve para manifestar a diversidade dos ministérios (indicações hierárquicas) exercidos na liturgia. As vestes querem nos dar o sentido de revestir-se de Cristo, de sua autoridade, do seu serviço. O cristão, procura imitar o Cristo, seu divino modelo. Suas origens remetem aos primeiros anos da Igreja, sendo muitas vezes baseados nas vestimentas da época.
A veste tradicional do coroinha é a túnica com a sobrepeliz. A cor da túnica pode variar, sendo vermelha(coroinhas) ou preta(acólitos/cerimoniários), porém a sobrepeliz é sempre branca. É baseada na batina
Batina: Hábito talar usado pelos clérigos seculares e regulares que não possuem hábito próprio. É negra, possui33 botões na parte central e 5em cada manga, estendendo-se até os calcanhares.
Túnica ou Alva: vestimenta, quase sempre de cor branca, que veste o sacerdote, recobrindo todo o seu corpo
Estola: usada por cima da alva ou túnica, é uma tira comprida de pano. É o símbolo do poder sacerdotal, e a cor varia de acordo com o tempo litúrgico. Além de ser usada na missa, também o é na administração dos sacramentos e nos sacramentais. O diácono usa uma estola semelhante, porém na diagonal.
Casula: É o traje usado pelo sacerdote (padres e bispos) durante a missa. É usada sobre a túnica e a estola e sua cor acompanha a do tempo litúrgico.
Dalmática: veste própria do diácono, que a usa sobre a alva e a estola. Também o bispo pode usá-la, debaixo da casula, em ocasiões especiais
CORES LITÚRGICAS
Cada celebração do tempo litúrgico, cada celebração votiva e cada celebração sacramental é acompanhada de paramentos ricamente adornados cujas cores variam de acordo com a ocasião. Todos os paramentos variam por cor litúrgica, sendo elas sete: vermelho, branco, roxo, verde, rosa, preto. Usaremos como modelo para essa parte da apresentação, modelos de Capa Pluvial nas diferentes cores.
A cor Vermelha é usada nas festas dos santos mártires, nas festas do Espírito Santo, nas liturgias papais a apostólicas, no Domingo de Ramos e na Sexta-Feira da Paixão do Senhor. Simboliza o fogo do Espírito Santo e o sangue derramado pelos mártires.
A cor Branca ou Dourada é usada no Tempo Pascal e no Tempo do Natal, nas festas, memórias e solenidades dos santos, nas solenidades do Senhor, nas solenidades da Virgem Maria, na celebração de bênçãos solenes, na celebração do Batismo, da Crisma e do Matrimônio. Simboliza a alegria, a pureza e a vida eterna.
A cor Roxa é usada no Tempo do Advento, do Tempo da Quaresma, nas celebrações fúnebres, na celebração dos sacramentos da Reconciliação e da Unção dos Enfermos. Simboliza a penitência e a contrição.
A cor Verde é usada no Tempo Comum. Simboliza a esperança e o Espírito Santo.
A cor Rosa é usada em duas ocasiões no ano litúrgico: no Domingo Gaudete (3º Domingo do Advento) e no Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), ambos significam "Domingo da Alegria". A cor é uma mistura do roxo e do branco, simbolizando a alegria que está por chegar das grandes festas do Natal e da Páscoa, mas sem sair do clima penitencial que seus tempos proporcionam.
A cor Preta é usada em rituais fúnebres e missas de réquiem. Simboliza o Falecimento.
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FORMAÇÃO PRÁTICA
Nesta altura você, seminarista, já está apto a partirmos para uma formação prática, onde você colocará em prática aquilo que aprendeu e aprenderá como servirá nas santas missas e celebrações.
Neste momento o seu formador irá mostra-lo, no jogo, como funcionará. A forma de fazer as missas e demais auxílios, aproveite.
Alguns links que podem lhe ajudar:
https://subsidios-habbo.blogspot.com/p/folheto-da-missa.html